abril 01, 2008

Presente futuro e esse passado que vai sendo mudado a cada dia novo de vida. Acertos quase que errados e esses sons me levam até não se sabe onde.
Um olhar que ele ali retém, um estalo que dela provém. E a revolta que desfila com seu manto sedutor vermelho... tão acessível à aquelas mãos que se esvaiem em dor. Mas dizes não. És forte mais que ela. Continua a catar as suas conchas na beira do mar. Segura-te no vento. Desmancha-se nas células daquilo que te quebra, sorri de volta ao invés de mostrar sua ira. É isso que pessoas como você devem fazer, e não sou quem vos digo isso, é você quem constata. E, só pra não esquecer: "Faltou luz, vamos casar?"



"Posso estar só
Mas sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ahh nem, ahh não, Ah nem dá
Solidão
Foge que eu te encontro
Que eu já tenho asas
Isso lá é bom?!
Doce solidão..."

março 24, 2008

E corremos, pulamos, gargalhamos. Deixamos que esse ambiente real nos invada, e brincamos. E como é bom saber que estamos aqui, que vemos essas coisas fantásticas a nos rodearem. Por instantes em outro momento do universo parece estarmos. Parece no presente, terno e amável que construímos ao focar aquilo que anda esquecido: a beleza. Não a afamada beleza "artificial", produzida de qualquer jeito por descuidos que nem ao menos são notados. Não! Essa nós deixamos para os seus observadores obcecados, que já não conseguem pular para fora do simulacro que se tornou a própria vida e a de muitos ao seu redor. Felizmente, por aqui, as retinas ainda estão aptas para perceber as formas mágicas e o seres que como tais, resolveram se esconder nessas formas.
São fadas, elfos, seres humanos que, com toda essa violência sensorial resolveram adotar uma "casca" protetora, onde dali, podem continuar a desenvolver sua arte de forma pouco percebida. Por ser essa a única forma de (r)existir frente ao canibalismo estético com o qual nos deparamos por esse mundão de Deus.
Ouvir uma criança de oitos anos que diz ser apaixonada pelas estrelas, e que ama contemplá-las é um alento. Carinho para uma alma machuca vezes tantas por palavras e gestos tão brutos com os quais sou atingida quase que cotidianamente.
Preste mais atenção no tamanho estúpido de mágica que existe ao seu redor. Sopre as negras nuvens que persistem em morar sobre seus olhos... talvez assim possais ver em uma simples libélula uma magnifica fada :)

março 17, 2008

Magic


Enquanto o mundo sopra em minha direção toda a sua obscuridade e negritude, do outro lado oposto pois, encontro ele. Com suas pequeninas e tão frágeis pedrinhas em mãos, numa tentativa quase que desesperada, tentando fazer-me feliz com as suas faíscas de calor tão humanamente produzidas.
Daqui de baixo eu o observo, as vezes por cima também, e me qustiono vezes tantas sobre a plenitude de sua orgânica matéria. Seria aquele ser real? Digo, paupável, capaz de se reproduzir? Ou seria apenas uma representação dos meus anseios? Dos meus desejos mais sombrios?E nesse momento de questionamento parece ser tudo ilusório... Todas as pragas impregnadas em minha pele parecem enfim que me deixaram sentir o ar confortável que ao meu redor estava todo esse tempo... Que tolice, penso eu.

E eis que Alice encontra o gato:

- Pode me indicar o caminho que devo seguir?

- Mas pra onde deseja ir perguntou o gato?

- Não sei...Hum!!!, a direita mora o chapéu, a esquerda mora a lebre de março... ah!!tanto faz menina, os dois são malucos disse o gato.

- Mas então tenho eu que viver entre doidos?