setembro 22, 2009

6 minutos

A textura e coloração desse liquído descem pela minha garganta tentando me manter acordada. Pelos olhos a informação que adentra é de que finalmente, as flores humanas tomarão conta de nossas existências. E por fim, ganho a aposta - sabia que ela iria chegar hoje. Tento ouvir esses sabores todos, mas é tão confortável assistir a vida daqui. Minha escleroproteína me parece suficiente. Mas pra exaltar a alegria tenho que dialogar com essa escuridão empregnada em algumas retinas que encontro por ai.
Frases são apenas palavras e estas apenas um esforço: para modificar, para seduzir, para arruinar um monte de coisas. E as certezas? essas eu mesma posso inventar, assim como a maioria dos ditos seres superiores fazem. Preciso que um dente-de-leão me leve pra passear, para bailar nos ventos das alucionações temporárias. Queria às vezes, só de vez em quando não participar desse circo do inferno bizarro.
Espero que depois de tanta adstrigência o mundo volte a ser do jeito que tem que ser - um sorridente caracol com cachecol vermelho no pescoço.

Eu sou a sensação de euforia que a cocaína produz quando atravessa a narina e atinge o cérebro do Jack

5 comentários:

Espinheira disse...

Ela lê.
Os olhos cintilam, as lágrimas qs que à rolar, como naquele dia em que o circo dos horrores pegou fogo. Depois reflete e vê são apenas cinzas. Que podem ser sopradas ao vento e não devem aspiradas - não mais -. No fim Fernando Pessoa é que sempre será a pessoa que porta a razão.

Israel disse...

colhi um dente-de-leao pra ti ontem....

Rudsson disse...

vc é doidinha hein?!
rsrs
bj

Deize Almeida disse...

Nenhuma história tem fim nem começo, são eternas, ligadas pelos fatos inevitáveis que nos conectam ao mundo. A direta foi pra concretizar tudo que vivemos, nem o ínicio, nem o fim, apenas a continuação que estamos livres para viver.

'Nasceram flores num canto de um quarto escuro...'=)

Van-nessa disse...

"Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor...