junho 13, 2009

"You, strange as angels..."

A sincronicidade do universo às vezes me assusta, lembrando aqui do conceito desenvolvido por Jung, onde podemos ler sincronicidade tambem como "coincidência significativa". E apesar de todas as demonstrações inusitadas do "acaso", ainda fico meio boba com a beleza, com a magnitude da linearidade dos fatos.
Podem falar do imediatismo do nosso cotidiano, da violência, da brutalidade. Mas ainda há espaço para coisas boas, para cheiros de frutinhas vermelhas ao cair da tarde. Podemos ainda tocar nas nuvens, colecionar vagalumes... Gosto de contar estrelas, não posso negar. Gosto mesmo. E gosto tambem de voar, e ver a maldade desatando seus nós, e também modificando nós. E como ouvi naquele importante dia "É preciso estar preparado para a chegada do mal". Acho que no fundo, é ter a respiração tranquila para dar aquela velha olhada ao redor e juntar aquelas fadinhas adoecidas. Lhes dar carinho, afeto, companhia. Elas gostam disso. Gostam tambem de borboletas ( apesar daquela moça dizer que tudo isso não passa de bobagem). Eu gosto de saber disso. De saber que no final das contas, me tiraram algum ruim de uma maneira mais agressiva. Porem, além do horizonte, já posso sentir o outro lado da balança pesando.
Se fala em amor, em carinho, em dedicação....e tudo me chega. Os telefonemas de longe, as mãos a arfar os meus medianos fios de cabelo. E música, e sentimentos bons. E novamnete coração vermelho pulsando de vida. É bom estar de pé e caminhar. É bom ter asas para ir e vir até você com mais frequência. Acho que... tudo está conectado. E deve mesmo estar.

Ouvindo a indicação da Bete Feitosa, se puderem ouçam tambem -
http://www.youtube.com/watch?v=BsI5fs-GVEU&feature=related

3 comentários:

Bete Feitosa disse...

NUOOSAA... q legal q curtiu a música...
só por isso vou te convidar pro meu casamento, q vai tocar essa música! uehuehuheueh
n li o post ainda, pq to com pressa, mas fiquei feliz por usar esse título lindo!
=D

Simone Schuck disse...

Mas não parece que aí sim, no meio de tanto absurdo, as coisas belas brilham?
Ou então, prestamos mais atenção nelas...

Deize Almeida disse...

Dedico-lhe um trecho de Saramago para ti: “O tempo não é uma corda que se possa medir de nó a nó. O tempo é uma superfície obliqua e ondulante, onde só a memória é capaz de mover e aproximar”