agosto 02, 2008

"Cair no abismo dançando"

É muito bonito acompanhar meu querido filósofo nas formulações de seus pensamentos. Ler, entender, e por fim, por em reflexão o axioma de seu raciocínio. Ver como em alguns casos, as mentes nunca descansam, nunca deixam de tentar produzir valores. O dificil é desvencilhar todo esse emaranhado de coisas daquele momento histórico.
Hoje, começo a perceber que o "torna-te quem tu és" é um dos pensamentos mais tristes que se pode existir. Uma coisa que deprime, constatando que temos que "aprender" a nos tornamos nós mesmo, pois tudo que somos, o que vemos e aprendemos são repetições, idas e vindas ao mesmo museu interminável de coisas que julgamos ser "bacanas". E como poder apostar no amor, ou naquela pessoa que você é tão afeicoada, se aquele mesmo coração se move sobre as roldanas desse mesmo sistema de "escambo"? E compra e vende e troca... interminavelmente. E a produção de valores fica esquizofrênica, uma vez que, como é que vamos criar valores se nem ao menos sabemos para onde estamos indo? Ou quem somo, de onde viemos?
Não caia nesse abismo como uma pedra absorta. Baile, dance. Faça dessa queda algo prazeroso. E não me faça cair pela face esse solvente escarificador, não me moleste com essa medida errônea de tempo... me deixe e se deixe machucar pela foice doentia do amor. Deixe sangrar, deixe agonizar esse sentimento que não se mostra todo dia.
Deixe que eu segure sua mão, não permita que ela recue.

4 comentários:

Bruno disse...

Surpreendente esse cerebro que eu gosto tanto de ler...

Livia Queiroz disse...

Uau, adoreiiii menina!!!
Tens razão, como se entregar a algo que eh tão inconstante... eh como andar no escuro sem saber onde está a porta...

vou linkar seu blog tb ta??

Tem post noviiiinho falando d ontem!!!

Gostei mto de ver as quedas!kkkkkkk
bjaum

Traveler disse...

lindo, lindo como sempre.
e ela não vai escorregar não =)

Simone Schuck disse...

Conhecer a si mesmo é o desafio que terminaria com boa parte dos nossos problemas.

Mas como tu mesma disseste: "temos que "aprender" a nos tornamos nós mesmo, pois tudo que somos, o que vemos e aprendemos são repetições, idas e vindas ao mesmo museu interminável de coisas que julgamos ser 'bacanas'."

Demais o blog, "linkei"!
Beijos