janeiro 30, 2012

Dance pra mim minha Deusa, por que o copo é sensível

A noite pra quem anda desejando é como uma camada quente de queijo sobre o macarrão que está em sua frente. Passamos por gatos azuis, elefantes brancos e quem sabe, aquele último tinha sido um vagalume vermelho. Os olhos que nunca mais tinham se encontrado puderam se entreter numa avassalador porem rápido encontro. Mas, diferentemente do que alguns possam e devam imaginar, as sementes não mais germinaram quando os cílios foram regados com aquela água cheirosa.
Substâncias. Talvez sejam elas um molho de chaves necessárias para abrir as portas dos saborosos textos. Viagens são concedidas, diz o homem da gravata amarela. Chegou ele ao alcance da minha visão oferecendo skis para os que quisessem deslizar na branca neve de Bariloche - Eu sempre tenho medo de me machucar, pois neve sempre queima (ou não). Engraçado como ele chega, chamando a atenção de tanta gente - um espetáculo a parte. Mas, se no Chile eu já estava, preferi saborear um bom vinho.
No meio de uma dessas coisas etéreas, num desses copos de cerveja prostituídos, a moça que caiu do céu em forma de gente dançou como deusa para o cara que conseguia ver através daquela máscara humana. É tanta cor misturada, tanta psicodelia no ar que entra em nossos pulmões, mas... a gente não pode esquecer que os copos são muito sensíveis :)

2 comentários:

Leanro Rodrigues disse...

Texto ficou lindo! so quem é sabe!

Rasta disse...

hum...