fevereiro 28, 2010

Tinindo Trincando*

Tanta coisa por falar, tanto mundo para as minhas palavras percorrerem e nada, ou quase nada aconteceu. Às vezes, ou a maioria das vezes, as pessoas se tornam tão cegas. Esquecem de olhar ao redor, deixam de perceber as pequenas coisas, aquelas que realmente importam.
Eu existo, eu respiro e amo. Respeito e tambem forneço afagos. Compreendo e acalmo. Mas, vez por outra, o que recebo em troca não é bem a mesma coisa. Daí, fica o não dito pelo dito, e vamos seguindo em frente, tentando remendar as rachaduras desse branco gelo, que já seguem tão grandes e profundas. Rotina, fumaça, olhos embassados. Eu não continuarei aqui sempre passeando pelos caminhos invisíveis. Talvez tenha chegado a hora do cansaço extremo. Talvez não suporte essas pequenas coisas, esses pequenos imprevistos, essas pequenas mudanças de planos.
Inconstância. Talvez seja essa a palavra que eu não esteja suportando. Quis acreditar na sonoridade das palavras, mas do que adianta? Elas mudam como nuvens sendo sopradas pela brisa madrigal...

3 comentários:

Anônimo disse...

"nos teus braços os meus abraços" Roy

Simone Schuck disse...

Conviver é a arte mais difícil do mundo. E dói.

Anônimo disse...

Talvez se espere ou se duvide demais. Ou quem sabe talvez tentamos erroneamente não perceber certas coisas tão ditas as claras.