fevereiro 06, 2013

Psicodelia de imersão

Aqui é som de pitanga, sabor de folhas verdinhas e viçosas. Precisar de algo lá de fora é esporádico, pois aqui dentro de tudo tem: algodão em forma de anel de bigode, livrinhos escritos com ácido ascórbico, imagens pintadas com pinéis de sorriso.
É mar de flores azuis e brancas banhando os pés que de longe vieram. É arroz de bonança, trigo de harmonia. E quantos incontáveis sorrisos conseguimos pegar nessa imensidão de boquinhas em forma de sorriso. Estou. Sou. E somos. Por que assim quer a natureza, por que assim quer a sanfona.
Simplicidade na vida. Música, comidinhas risonhas para o paladar. A vida simples para um bom viver. E dragões, elfos, duendes - mágica para decorar o cotidiano. E quiçá, repartir em pedacinhos as energias que não se mostrarem positivas.
Quero vida, descanso, conformidade. Quero mãos sempre dispostas para estenderem-se até o bem. Corujinhas em seus ninhos sempre quentinhos. Sempre fortalecidos e macios. E que a psicodelia dos nossos líquidos continue a nos envolver cada vez mais, que nos forneça dia após dias todas as substâncias necessárias para o nosso 'embriagamento' de coisas boas. e é pelo telefone que chegam as informações: o amor é sim uma chance, uma escapatória para combater toda a maldade que no mundo possa existir. Armas a postos: flores, carinhos, doces e seus desenhos.

setembro 25, 2012

Oxe, como era doce.


Arrebatamento. Fundição, horizontalidade - talvez um processo de readaptação ou recolocação das coisas e suas densas ressignificações tenha acabado de começar.
Pés na areia, azul nos olhos, gotinhas de mar respigando na face. Os pelos dos braços se eriçavam, talvez por não saber o corpo reagir de forma outra aos tantos múltiplos estímulos que aquela voz cálida produzia. Estou emersa nesse líquido colorido e psicodélico. Quero estar. Embriagar minhas células nessa atmosfera inebriante que é você. Remar, remar e abraçar tudo de místico que o seu olhar puder me transferir.
O mar... as ondas quebram, mas não se partem. Gostam de se debater contra as pedras só para lhe produzir música. E sim, consigo ver exatamente o encantamento que você desperta nelas. E fico ali, quietinha, observando o espetáculo que é a sua existência.
O ar entrando e saindo, os seus sorrisos 'pantoneando' qualquer parte em branco que a tela da minha tarde pudesse ter. Temperatura, outra palavra doce que está no processo de redescobrimento. A sua, quente. O sol se pondo, dois, olhos, seus - fitam-me.
O horizonte cálido em sua formação à nossa frente me leva a querer estar na posição dele - horizontalizada em infinitos finitos.
O tempo é pouco. Mas seria o tempo vasto o suficiente para aqueles que possuem seus copos  transbordando de sentimentos? Seria justo, o tempo, uma divindade para aqueles que tocam a pele à procura de alma?
 

abril 18, 2012

Calma, Jade, azul

E no final das contas, a felicidade vivida pelas pessoas, em frascos, vasilhas, vasilhames, não são nem de longe "reais". Ela só se torna real quando esses líquidos encarcerados são dissolvidos nas águas dos oceanos, contaminando imensas porções de terra com o seu riso alegre de verde de algodão doce de menta de domingo de parque de diversões.