fevereiro 06, 2013

Psicodelia de imersão

Aqui é som de pitanga, sabor de folhas verdinhas e viçosas. Precisar de algo lá de fora é esporádico, pois aqui dentro de tudo tem: algodão em forma de anel de bigode, livrinhos escritos com ácido ascórbico, imagens pintadas com pinéis de sorriso.
É mar de flores azuis e brancas banhando os pés que de longe vieram. É arroz de bonança, trigo de harmonia. E quantos incontáveis sorrisos conseguimos pegar nessa imensidão de boquinhas em forma de sorriso. Estou. Sou. E somos. Por que assim quer a natureza, por que assim quer a sanfona.
Simplicidade na vida. Música, comidinhas risonhas para o paladar. A vida simples para um bom viver. E dragões, elfos, duendes - mágica para decorar o cotidiano. E quiçá, repartir em pedacinhos as energias que não se mostrarem positivas.
Quero vida, descanso, conformidade. Quero mãos sempre dispostas para estenderem-se até o bem. Corujinhas em seus ninhos sempre quentinhos. Sempre fortalecidos e macios. E que a psicodelia dos nossos líquidos continue a nos envolver cada vez mais, que nos forneça dia após dias todas as substâncias necessárias para o nosso 'embriagamento' de coisas boas. e é pelo telefone que chegam as informações: o amor é sim uma chance, uma escapatória para combater toda a maldade que no mundo possa existir. Armas a postos: flores, carinhos, doces e seus desenhos.

11 comentários:

Anônimo disse...

A continuação perpétua do mesmo mar de frases soltas de significados dúbios que alguns cérebros menos preparados veem como algo bom. Uma chuva de adjetivos que nos leva ao estranho e inóspito mundo do bocejo.

Tangerine disse...

Uma pena não poder agradar você, anônimo. Mas já me faz bem saber que tenho você como leitor ;)

Eduardo Ribeiro disse...

Me identifiquei muito com este texto, palavras calmas e simples. A crítica redundante de "continuação-perpétua" soa como o aplauso isolado vindo de fora do circo, da criança que sem ter conseguido entrar, apenas escutara o som do espetáculo. Isso é bom para a autora. Pergunto-me aflito onde se preparam os cérebros? Quem os certifica? Por quais exercícios passam? Se cérebros mais preparados veem esta continuação-perpétua como algo ruim, digo então que inóspito é o mundo do muxoxo.

Anônimo disse...

Feliz foi ao mencionar a palavra "circo", nada mais do que um "circo"; brincadeiras de palavras livres, doces, leves, mas soltas, como brinca uma criança quando deseja ser algo. Tirando risos dos adultos com sua imaginação. :):):)

Eduardo Ribeiro disse...

Nesse contexto, os risos dos adultos são motivados não só pela afetuosidade, mas também pela nostalgia do tempo de inocência que todos um dia viveram, onde se podia ser algo, não apenas desejar. Isto ficou para os adultos, e só. Pois as crianças, elas podiam ser o que desejavam, dentro do infinito de seus próprios mundos em suas mentes. Bom quando se deixa a felicidade quebrar as regras, o siso, o cinza. Apenas ela tem esse poder. Experimente.

Vado disse...

Ironia que um cérebro despreparado leu e achou bom!

Vado disse...

Ironia que um cérebro despreparado leu e achou bom!

Anônimo disse...

Estamos cada vez mais desarmados contra a maldade =\ .. Esse post me deu saudade da infancia auhaua

Luzindo disse...

Muito doce, gostoso, místico.

António Jesus Batalha disse...

Ao passar pela net encontrei o seu blog, estive a ler algumas coisas e posso dizer que é um blog fantástico,
com um bom conteúdo, dou-lhe os meus parabéns.
Se desejar faça uma vista ao Peregrino e servo e deixe o seu comentário.
Sou António Batalha, do Peregrino E Servo.

Cliceli A.Kovalski disse...

até doce demais enjoa. Mas belo texto, misterioso e oriundo de sentimentos totalmente puros certamente. visitem-me: http://personalidadeinfiel.blogspot.com.br/