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julho 10, 2011

Ný batterí ou sobre as pilhas novas inseridas

Ainda bem que já não somos os mesmos. Coisas, acontecimentos. As estrelas desceram, escorreram pela face e se transformaram em vida. Assim, à noite, elas já não se materializam em gotinhas salgadas, já não remetem à uma saudade doentia, ou quem sabe àquela simples dependência. Gosto da sensanção de energia novo. Gosto de ver seus olhos florirem. Gosto da noite e das estruturas transparentes aquosas que bailam de cima para baixo sobre a sua pele - minha.


Estou nadando muito. Sempre e por quase todos os lados. Mesmo sem saber como faço para nadar. Estou indo, sentindo cada brisa colorir a minha alma. E são tantas as cores que o mundo imprime em mim... espero que lá do outro lado, onde a língua é mais confusa, a mesma alegria invada de vez e por vez tambem o seu coração.






*Imagem gentilmente roubada do artista Bruno Nunes






outubro 05, 2009

Meu tempo

Aprendi a perceber a delicadeza das coisas pequenas, a aproveitar cada segundinho de felicidade e por fim, aprendi a tocar suavemente aquela pele. O caos do tempo, o tempo do caos, parecem desatar seus confusos e conflitantes nós por alguns instantes, e talvez, um parte dessa dúzia de intantes sejam lembrados nos meus últimos intantes. Chove, mas aqui dentro está aquecido. Faltam cores, mas aqui por perto não faltam pincéis e cores dos diversos pantones.
Ter amigos, pessoas que te socorrem com pétalas de flores quando você se machuca faz toda diferença, faz com que suas tardes de domingo sejam invadidas por boas vibrações, e eu me sinto o centro calmo do mundo. Gosto das diferenças e me intriga o seu diálogo com universo através da sua mão esquerda.
Aproveite o seu tempo, faça-o valer a pena de alguma forma. Da sua forma, ou de qualquer outra que você julgue correta. E sonhe. Sonhe alfagamabetizado... com cavalos marinhos de um chifre, com meninos elfos azuis, com moças que flutuam com suas lindas tatuagens de galáxias nos olhos.
Exista. Pense, ouça outro coração. E deixe os batimentos produzirem uma nova realidade. Permita que os carangueijos os tome pela mão, pra que possam enfim, mostrar a você o mundo mágico que existe através do espelho.

setembro 29, 2009

Ê zuzuê...

Eu ando, e dessa vez é esse ventinho promissor quem toca suavemente a minha face. Acaricia meus cabelos daquela forma que só ele sabe fazer - me faz flutuar. Os domingos veem em pares, de três e às vezes de dois apenas, isso por que eles são muitos raros, e os bons só chegam assim. E me fez bem olhar para aquela metade do inteiro de dois olhos. Ainda são aqueles olhos que outrora sorriam sem se movimentar. Com um pouco menos de cílios eu sei, mas isso nem é problema, detenho vários frasquinhos de adubos para mata ciliar.
Por mais que a configuração tenha mudado, ainda consigo, lá de longe sentir algo bom. Sei que esse de fato não é o momento para fazer suposições ou expeculações, mas acho que ainda verei de perto as sete cores magnifícas que compões os arco-íris que conseguimos decodificar. E assim se sucederam os pássaros, trazendo todos pequeninas frutas vermelhas para me adoçar a tarde. As nuvens fofas, brincando de amarelinha só pra me fazerem ficar boba com a beleza dos seus pés de algodão e com o rosa exagerado que carregavam nas unhas. Entendi então por que a imagem do Cristo la no Rio vive de braços abertos - a vida é mesmo uma coisa única e desesperadamente maravilhosa.
Só não garanto seguir seus rastros. Bem que eu queria um abraço daqueles, mas não sei se ainda tenho forças pra lutar pra conseguir uma coisa dessas...rs
Alto do monte, mesa e amigos. Você chega pra me trazer um pedaço de realidade que encontrastes por ai... pedaço feliz e quentinho. Quase morri quando te vi. Outro desses me chegou pelo telefone, e vejo que eu nada mais sou do que alguns pedaços de felicidade espalhados pelo mundo. E quando me sinto menos feliz, faço como fiz ontem: sonho. E de lá me sorriem incontáveis coisas, até realidades que tinham uma certa característica ácida cantam calmamente para me tranquilizar. Eu acordei sorrindo, pelo menos em outro plano toda a minha existência era recheada de calmaria. E agora sigo cantando, bailando psicodelicamente com as canções que me levam para uma atmosfera leve e cheia de bancas com vários tipos doces.


"Ê zuzuê
Ê zum zum zum
Ê zuzuê
zum
..."