setembro 28, 2008

Amarelo


Tento acordar, recobrar as minhas forças que, ultimamente tem me parecido tão poucas, a alma vem vindo, tentando se adaptar a esse corpo sonhador que viveu a noite, madrugada como uma cão feroz. Guardando qualquer inicio de sorriso, qualquer feição positiva, qualquer abraço como se fossem os últimos que seus olhos estivessem presenciando. Há tempos a vida não se mostrava dessa forma, fazia questão de me deixar apreciar apenas a sua face sombria, o seu lado obscuro e sem luz.
Hoje após as tentativas de reação, pude enfim colorir a minha mente, assim como ela estava naquela noite, se enfeitando de líquidos amarelos, transparentes ou aqueles de várias cores. E som, e poesia e afeto. Em tão grande escala que fica pequena a minha capacidade de armazenamento. E eles riem, acham graça desse meu desespero pelos pequenos momentos....
Ontem e hoje, uma prologação com m pequeno intervalo, e do espelho minha cara amarela sorri, meus olhos vermelhos de sentir ainda não sabem da real situação daquilo que eles veem.

"Por favor me aqueça
Não deixe que eu esqueça
O que aconteceu..."

*Imagem: Matisse "Red Studio"

3 comentários:

Simone Schuck disse...

Você está precisando ir no lugar que eu fui. Simplesmente não dá pra explicar... Acho que é aí que está a beleza!

http://tensaintensa.blogspot.com/2008/09/naturalmente-explicativo.html

Van-nessa disse...

afasta de mim* esse cálice...

Rudsson disse...

¬¬'