maio 22, 2007



Nebulosas

Haja o que houver
Vai chegar a escuridão
Enchendo em lágrimas
E os anos passando
São grandes cavernas e subterrâneos
Nebulosas são buracos negros
Encontrados no espaço

Na caverna só chega de jipe
É estalactite,é estalagmite

Fui conhecer com você,amor
A temperatura do deserto
As águas mais puras do Universo
E o subterrâneo

Olhamos pra a mesma flor
E para o pássaro negro
Quando eu vi flor encantada me encantei por ela


[Eu não estava lá, mas eu vi...rs]


maio 18, 2007

Eu falso da minha vida o que eu quiser


Estar no controle, no comando...por que os desejos nunca mudam? Por que a previsibilidade é tão gritante? Rédeas: pode me dizer qual a finalidade delas?
Pra que tentar segurar as coisas com tanta força, se nesse ato é você quem se aprisiona? Se dessa forma, aquilo que você mais quer se esvai como grãos de areia por entre seus dedos?
É uma pena não termos desenvolvido o nosso mundo particular, nosso Umwelt. Se assim tivéssemos oportunidade, a fração de realidade que nos cabe(ia) seria algo bem diferente...lamentos, susurros, pensamentos inóspitos...isso tambem não ajuda.
O desassossego é o que realmente importa. A linearidade não interessa, não me acrescenta nada. Escolha é uma boa palavra. Clausura não. E aí a coincidência: tua mão não cabe mais na minha luva.

http://www.youtube.com/watch?v=FsZAqeBNlKc

abril 23, 2007

Just open the window

Mergulhei nos teus olhos, me embriaguei com as cores da tua alma...perdi-me enfim. Mas não senti medo, eram exatamente esses perfumes que os meu olhos queriam sentir, esses eram os sons tão imensamente almejados.
No fim, era assim que queria estar: perdida em sua acepção. Uma forma talvez de entender essa complexidade vil.
Estive vermelha, quente, laranja...e dessa combinanação de energias eis o resultado: nossas fagulhas ecoaram pelo céu como se novas estrelas recém-nascidas fossem. Vês a capacidade que temos? Nossas estrelas estão tão proximas, que até fricciono veementemente esses olhos, os mesmos que se embebeceram ao tocarem sua alma. São reais...azuis. Estão aqui. Aonde? Logo aqui sobre a sua cabeça. Acende a lampada. Não as vejo mais. Apaga a lampada. Lá elas estão. Caem sobre nós... e a vida segue mágica como uma janela pintada por Matisse.

Fear and Love - Morcheeba